O que trago a baila é saber que o Estado da Bahia, a quinta maior economia do País, com uma desigualdade extraordinária, marcada pela preterição dos governos para com o sul, extremo sul e sudoeste, deixou morrer a idéia nascida no início do século passado e, posteriormente, debatida no seio da constituinte de 1988, foi rejeitada graças a forte campanha articulada pelo governo da Bahia, OAB e demais entidades, campanha esta que teve como marqueteiro o milionário Duda Mendonça, tendo como carro forte o recrutamento dos principais nomes e intelectuais baiano que foram na TV no rádio e nos jornais entoarem o som “calma lá a Bahia não se divide” e demagogicamente apelavam: “porque não se pode separar Gilberto do Gil, Caetano do Veloso, Jorge do Amado, Dourival do Caymme, Rui do Barbosa…

O Colunista da revista Veja Roberto Pompeu de Toledo em seu artigo na edição de nº 2245, ataca o publicitário que abraçou a campanha para dividi o estado do Pará e com muita precisão o chama de incoerente, posto, curiosamente se esqueceu que o plebiscito de amanhã poderá separar “Fafá do Belém, Paulo Henrique do Ganso, Billy do Blanco e o Jayme do Ovale”.

Penso que a questão é muito mais importante e não deve ser simplista ou sensacionalista.

O Fato curioso é que o estado do Pará, segundo maior território da Federação, conseguiu uma façanha que nós aqui sequer aceitamos discutir.

Não há dúvida que a criação do estado de Santa Cruz, como tenho relatado, formado pela região sul, extremo sul e sudoeste da Bahia, incluindo, destarte, as regiões de Valença, Chapada Diamantina, Barreiras, Luis Eduardo Magalhães, Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas, Jequié, Itapetinga, Porto Seguro, Ilhéus e Itabuna, dentre outras, traria para a federação um novo estado dinâmico, economicamente forte e viável, diferentemente do que pode vir a ocorrer com Tapajós e Carajás.

Enquanto isso, me manterei firme com a idéia divisão da Bahia e com a criação do estado de Santa Cruz, ou Bahia do Sul, triste, no entanto, em saber que a Bahia, sobretudo o sul, o extremo sul e o sudoeste possuem, talvez, o pior quadro político de suas história com prefeitos e parlamentes na sua maioria inteiramente descomprometidos com o bem estar do povo e do desenvolvimento destas regiões.

Independente do resultado do plebiscito de amanhã, parabéns aos vereadores, prefeitos, deputados e senadores do Para. Parabéns principalmente ao povo do Pará que tem representantes com ousadia, iniciativa, coragem e prestígio no Congresso Nacional.

Na outra esteira ficamos aqui, inertes, vendo tudo acontecer e a Bahia do Recôncavo se desenvolver. Agora ganhou uma nova montadora de automóveis a JAC MOTORS, dizem que a Tramotina já não virá para Barra do Rocha. Que sabe não vai também para Camaçari?