Mas agora esta agonia é muito mais breve. E se alguns saem ganhando e outros perdendo, quem perde mesmo é nossa cidade. É o seu povo. Uma vez que não dá tempo para que os prefeitos arrumem as suas vidas. Vale dizer que os gastos com advogados (profissionais de alto nível cobram muito caro acompanhando processos em tribunais em Salvador e em Brasília), viagens, audiências em tribunais etc são grandes. E como os prefeitos ganham pouco no exercício do cargo, para pagar as dívidas contraídas leva um tempo. Assim, quando estão com a casa quase arrumada, começa outro sufoco, pois, vem uma nova decisão que tira o cidadão do cargo e coloca o anterior novamente no poder. E começa tudo de novo. A revolta da população é flagrante, principalmente para quem tem como partido a melhoria de nossa terra e não um ou outro político.

O que a gente esperava é que o reempossado voltasse “sem os erros do passado”. Mas não é o que se vê. Apesar de nossa esperança e das promessas de mudança no comportamento e, sejamos francos, do preparo para uma nova reeleição durante o mandato que falta terminar, não se vislumbra qualquer mudança para melhor dos gestores municipais em suas renovadas administrações e, parece, que voltam piores. Afastando qualquer esperança de que nossa cidade melhore.
Falou-se em intervenção, em renúncia dos candidatos que estão postos em prol de um candidato único que encarnasse os princípios da ética e da democracia, mas a gente sabe que isto é bobagem. Além de utopia que na prática não resulta em nada.
Desta forma, embora com tristeza, temos que admitir que não temos muita esperança que alguma coisa venha a melhorar em nossa terra. Nem agora nem nas próximas eleições. Parece que só nos resta rezar. Rezar sempre adianta para aqueles que crêem que Deus ainda se mete com estas coisas. Mas é bom rezar para ver se Deus se lembra que Ubatã existe. Pois, em determinados momentos parece que fomos esquecidos por Deus.

Ubatã, 22 de novembro de 2011.


Paulo Cabral Tavares