UN – Nos últimos dias você assinou com o São Caetano. Com essa assinatura de contrato você espera ter maior visibilidade e chegar a um grande clube do Brasil?

Gilmar – Eu ainda não assinei o contrato, mas já está tudo certo. Já conversamos diretamente com o presidente e o meu procurador já resolveu valor e tempo de contrato e data da viagem para São Paulo. A gente costuma dizer que só está tudo certo depois que assina, mas já está tudo certo. O São Caetano é uma das maiores força de São Paulo e isso vai me dá visibilidade e me aproximar de um grande clube.

UN – Qual é o clube de coração do Gilmar?

Gilmar – As pessoas me perguntam muito sobre isso, mas o meu time do coração é “Gilmar Futebol Clube”. Rsrsrs…

UN – Uma das coisas que você pode proporcionar por meio do futebol foi uma vida mais confortável para sua família, inclusive esta bela casa. Qual a emoção de poder proporcionar tudo isso para os seus familiares?

Gilmar – Eu sempre trabalhei pensando em dar uma vida melhor para os meus familiares. Minha infância foi muito difícil, uma casa muito pequena. Muita gente conhece o Gilmar hoje, mas o Gilmar de uns anos atrás passou por muitas dificuldades. Chegou a faltar alimento na minha casa e sequer tinha banheiro para fazermos as nossas necessidades. Quando olho hoje e vejo que o futebol me proporcionou tanta coisa, é uma emoção muito grande.

UN – Gilmar, você saiu do Brasil em meados de 2009 em bastante evidência, inclusive na artilharia do Campeonato Brasileiro e foi para o time de pequena expressão na Europa. Foi uma decisão errada ter deixado o Náutico naquele momento?

Gilmar – De jeito nenhum. Hoje temos de abraçar as oportunidades. Em 2009, quando eu estava no Náutico, sai como artilheiro do Brasil no ano. Consegui está na briga pela artilharia do Campeonato Brasileiro, tive outras propostas de outros países, como Holanda, Japão e Coréia. No entanto, naquele momento pensei muito na minha filha, na minha família, pois não sabia se iria aparecer outra oportunidade. Foi ótima, financeiramente também. Construir muitas coisas indo para a França, é lógico que profissionalmente não foi bom.

UN – Gilmar, você está organizando um jogo amanhã em Barra do Rocha. Quais jogadores estarão presentes e qual o objetivo dessa partida festiva?

Gilmar – Sempre lutei para fazer este evento, consegui realizar o primeiro em 2008 na Fazenda de Zé de Aldo. O objetivo desse jogo é ajudar as pessoas carentes. Aproveito a oportunidade para sempre olhar o Ubatã Notícias e possa ajudar a quem precisa. Alguns jogadores desistiram por causa de outros compromissos, mas o jogo vai contar com Alan Bahia, Paulo Almeida, Marcone, Neto Berola, Pierre, Everaldo, Jeferson que joga na Ucrânia, Ricardo do Moscou da Rússia. São vários jogadores e agradeço a todos por participarem do evento. As pessoas que forem ao evento vão sair de lá contente, pois é uma coisa nobre.

UN – Que mensagem você deixaria para os ubatenses neste Natal?

Gilmar – Quero profetizar um próspero ano novo, um feliz natal para todos os ubatenses. Vamos pedir a Deus para que Ele prepare um ano de 2012 diferente para Ubatã, que as pessoas se conscientizem ainda existe o amor, que temos de fazer brotar esta flor em nossos corações. O ano de 2012 será um ano diferente, um ano cheio de amor, saúde, paz e que seja de geração de empregos para a população. E para mim seja diferente também, cheio de gols e títulos. Obrigado a todos.