É impossível apagar de minha memória os fatos e acontecimentos que precederam a minha demissão do Serviço Público do Estado. Após vinte e um anos de serviços prestados como Avaliador Judicial em nossa Comarca, onde ficou comprovada a minha total inocência, envolvendo injunções de ordem política na época orquestrada pelos detentores do Poder Político que chegaram a mandar em tudo em nosso Estado, em mais de duas décadas, fazendo das demais instituições reféns do autoritarismo, inclusive o nosso Poder Judiciário.

Depois veio a minha cassação pela Câmara Municipal, que dispensa comentário e infelizmente de lá para cá a Câmara de Vereadores se transformou como se fosse uma Bolsa de Valores, na expectativa pela valorização na cotação de ações, no Pregão dos Pareceres do TCM/BA ou no envio de denúncias e, recentemente, na troca de partidos, em que alguns vereadores, inescrupulosos, continuam obtendo vantagens. Como sempre não irei citar nada quando tentaram me matar, nem mesmo a inércia Poder Judiciário, que contribuiu para que o processo prescrevesse, não constituindo novidade.

Graças a Deus continuo vivo, sem nutrir ódio ou ressentimentos. E você o que faria na época? De lá para cá você acha que mudou alguma coisa? Só desejaria que naquela época o representante do Ministério Público fosse a Promotora Daniele Cordeiro. Só isso. Só você poderá mudar tudo isso com o seu voto, eleitor. O que vem se passando aí se deve a Câmara de Vereadores, com exceção de poucos dos seus membros. Ubatã não suporta tanta impunidade, prevalecendo a Lei de Gerson. Até quando? Qual o legado que está sendo deixado as novas e futuras gerações?

Androsil Rocha e Silva