Herbert Silva – Diretor do Colégio Estadual de Ubatã – CEU

Entrevistador: Danilo Morais

UN – Que melhorias estruturais estão/serão feitas no CEU?

Herbert – Nós temos a construção do muro do ACM, que já está em andamento, forramento dos pavilhões, adaptação de uma sala para montagem do laboratório de Ciências, reforma da quadra poliesportiva, adaptação da escola para atendimento a portadores de necessidades especiais, ampliação da biblioteca e reforma do auditório.

UN – Recentemente, a biblioteca do CEU foi vítima de um incêndio criminoso, o que a direção tem feito para coibir ações desse tipo?

Herbert – Temos melhorado o sistema eletrônico de vigilância eletrônica, temos buscado acionar a DIREC para a disponibilização de segurança, no caso de contratação de pessoal especializado, e acionado a polícia constantemente para que marque presença dentro da Unidade Escolar.

UN – O primeiro pleito eleitoral que culminou na eleição da sua chapa foi meio conturbado. Talvez pelo fato de ter sido a primeira vez que um diretor estava sendo eleito pela comunidade escolar. Como estão os preparativos para o pleito deste ano?

Herbert – Bom, para o pleito deste ano, ainda não foi sinalizado pela DIREC e Secretaria de Educação as determinações para a organização do pleito.

UN – Existe uma polêmica em torno aos bares instalados próximos ao muro do CEU. O que há de concreto em tal questão?

Herbert – Quando percebemos o início das construções desses bares colados ao muro do colégio, fizemos uma reunião com os diversos representantes da comunidade escolar e da comunidade local para avaliarmos a situação e tomar as devidas providências. Durante a reunião, foi feita uma abaixo-assinado, que foi encaminhado ao então prefeito Dai da Caixa solicitando o embargo das obras e demonstrando a indignação da comunidade, como também foi enviado ao Ministério Público, junto com fotos e outros documentos, solicitando a ação da justiça nesse processo.

UN – No momento, como as coisas estão tramitando na justiça?

Herbert – O então prefeito Daí da Caixa não demonstrou nenhum interesse em resolver o caso, afirmando que os alvarás liberados eram somente para a venda de refrigerante. Quanto ao Ministério Público, abriu-se um processo no qual a secretária do promotor na época veio ao colégio, e tirou fotos dos bares e das construções para anexar ao processo. Como houve mudança de promotor, fizemos novamente um ofício solicitando informações sobre o andamento do processo. O promotor nos informou que está em andamento, necessitando de algumas informações sobre o terreno da escola no que tange ao registro. Assim, o processo ainda continua em andamento.

UN – Ainda sobre a questão da “Favelinha”, o que a direção do CEU deseja especificamente que aconteça?

Herbert – Queremos a retirada dos bares da frente da escola, haja vista que é ilegal e não é condizente com os valores éticos e morais defendidos para a escola.

UN – Uma vez reeleito, o que as comunidades escolar e ubatense podem esperar da sua gestão nos próximos anos?

Herbert – Podem esperar a continuidade de um trabalho voltado para a melhoria da qualidade do ensino, como melhoria da estrutura física da escola, no sentido de ampliar as oportunidades para o nosso alunado. Gostaria de desejar a comunidade escolar um aluno letivo pleno e com muito êxito.