Depois disso, as cavidades do corpo do menino foram tapadas com algodão e ele foi colocado em um “lençol de cadáver” até a funerária. O hospital afirma que a criança ficou três horas sem poder respirar, o que coloca em dúvida que ainda estivesse viva. Mas familiares disseram que tiraram os algodões das narinas da criança e abriram o saco.

Ouvida pela Folha, a pastora Maria Raimunda Batista disse que o menino “estava se mexendo o tempo todo” durante o velório. O agricultor Antônio dos Santos, pai de Kelvys, disse que, com isso, as pessoas presentes começaram uma massagem cardíaca no menino, que por fim cuspiu o algodão que estava em sua boca, sentou no caixão e disse: “Pai, água”.

Houve pânico e a avó do menino chegou a desmaiar. Ele foi levado ao hospital, mas já chegou sem vida. O pai acredita que a criança reagiu aos medicamentos que recebeu no hospital para ressucitá-lo e acordou.

Em nota, a direção do hospital informou que só uma exumação do corpo pode esclarecer o caso. “Se a criança estivesse viva, ela não ia aguentar ficar tanto tempo tamponada. Por isso que achamos estranho e queremos também uma explicação”, disse diretora do Hospital Regional Abelardo Santos, Vera Cecim.

A Polícia Civil analisa os depoimentos dados para determinar se vai haver abertura do inquérito e exumação do corpo.