Contudo, comprova-se diante da conjuntura, que a política ideológica acabou, o impulso revolucionário foi se esmaecendo com o tempo e, hoje, só está dando voltas. Os discursos e ações partidárias se adaptam unicamente aos interesses específicos, seja sob âmbito nacional, estadual ou municipal. Destoam de tal forma que chega a ser tragicômico. Não se preserva a coerência e conduta política. Pelo contrário, estuda minuciosamente cada palavra e cada gesto externado diante do local de ação. Muitas vezes, critica algo em um estado e reverencia a mesma coisa em outro.

Perante incoerências justificáveis, em paralelo, foi aprovado simbolicamente na câmara de deputados o novo PNE – Plano Nacional de Educação – sinalizando para o uso de 10% do PIB. Ainda falta passar pelo senado, o que possivelmente só ocorrerá depois das eleições. Para termos um desenvolvimento econômico social é imprescindível estar sustentado na educação: condição fundamental para uma vida melhor. A sociedade civil e entidades de docentes e discentes lutam há muito tempo para ver essa reivindicação em prática. De acordo com o ministro da Educação, Aloísio Mercadante, será necessário realocar 85 bilhões.

Definitivamente, não importa que haja perda de outras áreas, pois educação tem de ser encarada como prioridade. Na verdade, o que falta é a vontade política. Não adianta buscar exemplos como a Coréia do Sul sem tomar medidas efetivas. Deve-se levar a sério e agir! Mais do que nunca, é necessário não confundir educação com ensino. Educação é global e ensino é mecanismo de manutenção política: é importante para as empreiteiras, alimenta a corrupção. O político brasileiro finge que é a favor da educação investindo em construção de escola. Nenhum candidato dirá que o índice da matemática ou de português melhorou, mas sim de quantas escolas construiu. Está errado! Resta-nos torcer para que prevaleça o bom senso.

tiagofonsecanunes@gmail.com                                  Tiago Almeida Fonseca Nunes