Prefeiturável tece críticas a pagamento parcial da folha

Depois de um gasto exorbitante com a festa da micareta, as contas públicas do município de Ubatã começam  a sentir os reflexos dos gastos descontrolados. “Aquele capricho do prefeito em insistir com a festa reflete agora no salário dos funcionários e no pagamento de outras despesas”, relata Wesley Faustino, autor da representação contra o festejo fora de época.

Segundo conta, o prefeito Edson Neves da Silva (PSD) pagou hoje apenas 80% da folha salarial que chega a aproximadamente R$  1.000,000, deixando de fora os motoristas, comissionados e o secretariado (exceto da saúde e educação). Na Educação 40% não recebeu. Na administração, além do secretário, ficaram de fora a assessoria jurídica e os comissionados.

“Falta R$ 200.000,00 para cobrir a totalidade da folha e o dinheiro acabou”, denuncia Wesley Faustino, dizendo também que de 1º a 31 de maio a PMU recebeu líquido o valor de R$ 1.966.449,00, somando-se ao valor dos primeiros dez dias de junho no valor de R$ 521.091,96 líquidos, totalizam R$  2.487.540,00.

Seguindo este raciocínio, relata Wesley Faustino, não há motivo para o prefeito deixar pais de famílias sem poder fazer sua feira para sustentar esposa e filhos, como arcar com os outros compromissos. “Este prefeito deve ser botado para fora da prefeitura, mas infelizmente alguns vereadores estão contra o povo ubatense e dão apoio à irresponsabilidade do senhor Edson Neves”, diz.

Denuncia também que das 17 horas desta sexta-feira (08) a manhã deste sábado (09), mais uma vez, o hospital municipal ficou sem médico para atender a população de Ubatã. “Isto é um crime”, desabafa.

Redação Ubatã Notícias