Representação protocolada pela gestão Cássia Mascarenhas pede apuração de responsabilidades e pugna, inclusive, pela prisão dos envolvidos

O setor jurídico da Prefeitura de Ubatã, sob a gestão Cássia Mascarenhas (PMN), protocolou nesta sexta-feira (22) representações contra o prefeito afastado Edson Neves (PSD) e contra o gerente do Banco do Brasil de Ubatã, Joel Moreira, no Ministério Público Federal, em Jequié, e na Delegacia da Polícia Federal, em Ilhéus.

As representações solicitam que seja instaurado inquérito, apuradas as responsabilidades nas movimentações bancárias nas contas do município, o ressarcimento imediato ao erário de todo o valor movimentado entre os dias 19 e 20 de junho e pugna, inclusive, a prisão do prefeito e do gerente do banco.

Também foi protocolada uma representação na Superintendência Regional do Banco do Brasil, solicitando abertura de sindicância para apurar o caso. A gestão Mascarenhas promete ainda protocolar representações nesta segunda-feira (25) no Ministério Público Estadual e na Ouvidoria do Banco do Brasil.

ENTENDA O CASO

O prefeito Edson Neves (PSD) foi afastado por 90 dias na última terça-feira (19) por decisão do Desembargador Clésio Rosa, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Segundo a prefeita em exercício, Cássia Mascarenhas (PMN), o gerente da agência do Banco do Brasil, Joel Moreira, foi notificado sobre o afastamento do alcaide no mesmo dia , mas ainda assim, segundo Mascarenhas, o prefeito Edson Neves conseguiu movimentar as contas da Prefeitura nos dia 19 e 20 deste mês, não deixando nenhum centavo para o pagamento do duodécimo da Câmara, para pagamento dos salários do servidores e fornecedores. Daí se originam as representações protocoladas nesta sexta-feira. Procurado na última quarta-feira (20) pela reportagem do Jornal A Tarde, Neves negou que tenha movimentado qualquer quantia das contas da prefeitura após o afastamento. A Justiça deve se pronunciar nos próximos dias sobre o conteúdo das representações.

Redação Ubatã Notícias