Por Tiago Nunes - Colunista do Ubatã Notícias

Há determinados episódios em sociedade que perdurarão à posteridade. Outros são esquecidos rapidamente. A foto que sela a união de Lula e Maluf é do tipo de registro que, sem dúvida, entrará para a História. Um marco. Afirmo categoricamente, pois se trata de mais uma composição política que mistura a vítima ao algoz de um passado recente. Entretanto, diante das conivências mútuas, busca-se providencialmente esquecer os ocorridos de outrora.

Com o apoio de Maluf, Fernando Haddad, candidato a prefeito de São Paulo, acrescenta 90 segundos ao programa eleitoral em sua luta pragmática pelo poder em São Paulo. Já para Maluf, como recompensa, cargos em esfera federal e outros “benefícios” indiretos. Quem vai rir por último? Afinal, “política é como nuvem” que muda a todo instante, metaforizou Magalhães Pinto.

Semelhante ao que foi visto em São Paulo – termômetro nacional -, por efeito cascata e naturalmente, são notadas alianças jamais imagináveis em quase todas as cidades do Brasil. Existe coerência? Ferrenhos adversários juntam-se ao propósito em comum do hoje: vencer as eleições em outubro. É notório que alianças políticas são inerentes ao exercício da democracia.

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