Segundo presidente da APC, 250 mil vagas de empregos foram fechadas

Do Pimenta na Muqueca

O presidente da Associação dos Produtores de Cacau (APC), Guilherme Pinto, disse ao O Estado de São Paulo que nos últimos 20 anos pelo menos 150 mil hectares de cacaueiros foram transformados em pastagens no Sul da Bahia.  Neste domingo, 15, o jornal traz extensa reportagem abordando o renascimento da lavoura tendo como lema a proteção da biodiversidade da mata atlântica sob o sistema cabruca.

“No final dos anos 1980, a região do sudeste do Estado, mais conhecida pela cidade de Ilhéus, foi infestada – em o que hoje se sabe ter sido um ato criminoso – pelo fungo Moniliophtera perniciosa, que se espalhou rapidamente. A produção, que era de 400 mil toneladas por ano, caiu para 120 mil. Foram perdidos 250 mil empregos e até hoje cerca de 14 mil cacauicultores, 95% deles pequenos, continuam endividados”, diz.

A reportagem destaca a riqueza da biodiversidade, as ações do Instituto Cabruca e a mudança de visão da Ceplac, que antes defendia a derruba da mata. “Agora se tenta recuperar o que foi perdido, manejando as cabrucas abandonadas para retirar o excesso de árvores exóticas e reflorestando o que virou pasto. A ideia é cultivar um sistema agroflorestal semelhante à cabruca, com cacau, nativas e algumas espécies de valor econômico”, finaliza o jornal.