Foto: TV Globo

José de Abreu, 66, acompanha com a mesma intensidade o desfecho de “Avenida Brasil” e a conclusão do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). No caso do folhetim da Globo, que termina na sexta-feira (19), a morte de seu personagem, Nilo, não o elimina da lista de suspeitos do assassinato de Max (Marcello Novaes), seu próprio filho. Em conversa com o jornal Folha de S. Paulo, o ator falou da novela e de política. Entre as declarações sobre o campo político, Abreu disse que “nunca conversei com o Zé [José Dirceu] a respeito das denúncias. Acho que o PT fez o que sempre se fez. É errado? Sim! Mas fez o que sempre se fez”. O ator criticou o STF –

“O Supremo quer mudar a maneira de fazer política no Brasil. Ótimo, maravilha! Óbvio que tinha que começar com o PT. Então, agora para ser condenado no Brasil basta ser preto, puta, pobre e petista” – e qualificou Zé  Dirceu como “o grande organizador da base [governista]”. Segundo ele, “o PT está virando o Brasil de cabeça para baixo, está colocando uma mulher na Presidência, um negro na presidência do STF, tirando 40 milhões da pobreza, fazendo um cara que sai do Bolsa Família, do ProUni, fazer mestrado em Harvard, ter os primeiros lugares do Enem” e “o PSDB está acabando, o DEM acabou, o partido do Kassab [PSD] conseguiu algumas coisas, mas ele tomou o partido e agora está perdendo força”.