Edson Neves reassumiu executivo nesta segunda-feira

O Ubatã Notícias entrevistou, nesta segunda-feira (29), o prefeito Edson Neves (PSD). De sua Emissora de Rádio, a FM Ubatã, o alcaide falou sobre temas diversos, a exemplo do pagamento dos salários dos servidores, encerramento de mandato, transição política, futuro político, dentre outros assuntos. Confira.

UN – Quais as principais medidas serão adotadas nesta nota etapa da gestão Edson Neves?

EN – A gente sabe que a cidade de Ubatã está um caos. Como? Com parte da cidade às escuras, a limpeza pública deficitária, servidores com salários atrasados e uma série de problemas que estamos encontrando, mas a primeira medida que vamos tomar nestes primeiros dias será promover um mutirão de limpeza.

UN – O município deve alugueis, credores e enfrenta atrasos salariais em diversos setores da administração pública. O que fazer para não paralisar a gestão?

EN – O fator fundamental é conversar com todas as categorias, mas eu posso adiantar que nos assumimos a prefeitura nesta segunda-feira. Estamos levantando os recursos financeiros, mas preliminarmente é possível ter consciência de que em dois meses não é fácil regularizar a situação de todos os funcionários, no entanto, na medida do possível, vamos fazer tudo de acordo com a entrada dos recursos para regularizar a situação. Temos consciência da importância de pagar os salários.

UN – A dois meses do encerramento do mandato, há como garantir a regularização da folha salarial e o pagamento do 13º salário?

EN – É impossível ter esta resposta agora, isso porque estamos assumindo agora e ainda vamos tomar conhecimento da situação financeira e também dos débitos do município em relação ao pagamento dos salários em atraso.

UN – Qual análise o senhor faz do período em que esteve à frente do executivo municipal?

EN – Com muita humildade, posso dizer que no período de 10 de maio de 2010 a julho de 2011, quando assumimos pela primeira vez, por catorze meses, a nossa administração foi um sucesso. O pagamento dos servidores estava em dia, regularizamos diversas dívidas. Depois houve a interrupção do nosso governo, que foi quando Agilson voltou. Várias ações tínhamos conseguido para Ubatã com o governo do estado, a exemplo de recuperação de estradas, casas populares, calçamentos, iluminação e outras projetos. Quando nós retornamos houve um descompasso administrativo muito grande e as ações não puderam ser tocadas e uma série de outras dificuldades. Mas na primeira parte do nosso mandato, a nossa gestão foi séria e exemplar. De modo geral, a nossa administração foi muito boa.

UN – Terminadas as eleições municipais, Edson Neves saiu fortalecido?

EN – Sem dúvida. Próximo ao pleito eleitoral, já em campanha, houve uma perseguição muito grande ao nosso governo e também a nossa candidatura. Os grupos políticos se manifestaram claramente, e houve, inclusive, manifestações em frente à Prefeitura, na BR-330 e em frente a nossa residência, manifestações estas, indubitavelmente, de cunho político. Essas ações causaram um desgaste muito grande e acabou repercutindo politicamente. Depois veio o afastamento. Se eu tivesse no cargo, pagando os salários dos servidores, dando sequência ao Prefeitura nos Bairros, trazendo a Caixa Econômica e uma série de outras ações, teríamos chegado à vitória. Tenho confiança no nosso eleitor e não tenho dúvida de que eles continuarão me acompanhando. A confiança é muito grande.

UN – Qual foi, em sua opinião, o fator determinante para o insucesso de Edson Neves nas urnas?

EN – Foi justamente isso. Nós estávamos prefeitos e sofremos uma perseguição. Os grupos políticos se uniram e pensaram: ‘vamos tirar Edson Neves do páreo”. Primeiro foi o nosso afastamento, de uma forma arbitrária, violenta, de me afastar e de afastar o vice-prefeito, num ato incabível, injustificável. Quiseram me desestabilizar, mas após o pleito, centenas de pessoas que não votaram conosco, já nos procuraram após as eleições. O nosso afastamento dispersou o nosso grupo e inviabilizou não apenas a nossa campanha, como também a nossa vitória.

UN – Como o senhor analisa a vitória de Siméia Queiróz no último pleito?

EN – Penso que toda vitória é saudável, pois todo mundo gosta de ganhar. Eu acho louvável, e quero parabenizá-la pela vitória e desejar sucesso na administração, assim como desejaria a Rosana, Néu, Guiormando se tivessem ganhado, porque eu acho que temos de respeitar a decisão do povo.

UN – Expedito Rigaud estava impugnado e às vésperas do pleito eleitoral teve a candidatura substituída por sua filha, Siméia Queiróz. Em sua opinião, qual é o tamanho político de Expedito hoje?

EN – Eu acho que Expedito Rigaud é mais uma das lideranças que possui no município. Em Ubatã existem hoje diversas lideranças políticas, e estas lideranças já demonstraram força nas eleições deste ano.

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