Após um ano, o risco de morte por infarto reduz na metade e de cinco a 10 anos sem fazer uso do cigarro.

Do Tribuna da Bahia

A informação foi revelada em pesquisa publicada na edição on-line da revista médica americana The Lancet. Durante o processo de estudos foram avaliados o estilo de vida, fatores médicos e sociais de 1,3 milhão de mulheres britânicas entre 50 e 65 anos. Os pesquisadores acompanharam o estado de saúde dessas mulheres ao longo de 12 anos, período em que 66 mil delas morreram. Das 30 causas mais comuns relacionadas as mortes, 23 foram aumentadas significativamente em fumantes, por câncer de pulmão.

O médico e coordenador do programa de tabagismo do Distrito Sanitário no Subúrbio Ferroviário, Paulino Gões, afirma não ter tido conhecimento da pesquisa, mas acredita ter fundamento já que estudo realizado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostrou que após um fumante passar três semanas sem fumar a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora. Após um ano, o risco de morte por infarto reduz na metade e de cinco a 10 anos sem fazer uso do cigarro, o risco de um ex-fumante sofrer um infarto do miocárdio é igual a quem nunca fumou. Já pessoas com idade até 50 anos que deixaram de fumar há pelo menos 20 anos a probabilidade de contrair um câncer de pulmão é igual a quem nunca fumou.