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Artigo: E agora, José?

Por Paulo Cabral Tavares – Advogado

A festa acabou. É hora de voltar ou de começar o trabalho. E que trabalho!!! Elegantemente vimos Serra cumprimentar o “poste” que Lula elegeu em São Paulo, como Hadad se autodenomina; vimos Romney cumprimentar Obama na mesma noite em que saiu o resultado das eleições. Reconhecer a derrota, desejar um bom governo e ir para oposição que é o papel de quem perde a eleição nas democracias. Quantas vezes nós assistimos na tevê os lutadores de MMA depois de se arrebentarem mutuamente, após a luta, ainda sangrando, se abraçarem e se cumprimentarem amigavelmente.

Aqui parece que ninguém quer descer do palanque e o fim da eleição dá início a outra luta, a outra disputa, desta vez no tapetão para ver se se toma o poder de quem se elegeu democraticamente pelo voto do povo. Os Tribunais, cada vez mais desmoralizados pela crença popular, na minha ótica, infundada, de que a decisão depende de quem tem mais dinheiro para pagar por ela.

E quem perdeu continua em “estado de eleição” mobilizando os seus liderados para uma nova guerra, para talvez mantê-los unidos até à próxima eleição. Com a tola esperança de chegar, por vias tortas, ao poder. A busca para repetir o que ocorreu nesta gestão (ou gestões?), com prefeitos se multiplicando e nossa cidade ficando cada vez pior, é mais do que clara.

Acredito que é o momento para amadurecer. Para aceitar o resultado da eleição, reconhecer que o que a gente atribui ao outro lado, nós também praticamos da mesma forma, ou muitas vezes, de forma pior, pois, é sabido que macaco não olha pro rabo. Nesta seara não existe ninguém santo. O que se vê muito, mas bote muito nisto, é satanás pregando quaresma.

É preciso amadurecer, para o bem de Ubatã. Para o nosso bem. Para não cairmos mais uma vez no ridículo de não saber explicar como tantos prefeitos se multiplicaram em nossa terra, em apenas quatro anos.

Estes quatro anos de chumbo, foram anos perdidos por nosso povo, principalmente por nossa juventude, pois, no final de contas é quem sai perdendo realmente. A turbulência vivida por nossa gente na saúde, na educação, na segurança, é inaceitável. Os salários dos servidores permanentemente atrasados penalizando a quem, muitas vezes, somente têm este pobre salário para sobreviver, é de uma crueldade sem par.  

Vamos parar um pouco para refletir. As nossas aspirações merecem toda a consideração e respeito. Mas, acima de nós, acima de nossos desejos, deve estar o bem estar de nossa cidade, a paz para o nosso povo. A estabilidade para os nossos servidores. Principalmente para aqueles que dizem querer o bem de nossa terra.

Espero que nossos políticos deem um tempo. Amadureçam de verdade e deem um voto de confiança no governo que se inicia. Se não corresponder (para a oposição nunca corresponde…) denunciemos, voltemos à luta, mas por enquanto vamos primeiro ver o que acontece. Porque este governo que se inicia é, para mim, uma das últimas esperanças que nós temos.

5 respostas para “Artigo: E agora, José?”

  • maria says:

    Dr. Paulo, vc foi muito sábio em suas colocações.
    Em nossa cidade parece que a política não acabou, engraçado em lugares evoluídos os derrotados encaram a derrota com mais maturidade, mas, aqui em nosso município é diferente deseja que a administração não deem certo para a oportuinidade surgir da melhor forma possível.
    Infelizmente a cultura é outra, precisamos de políticos cultos, maduros e que realmente veja a eleição como um ato democrático.
    E que diante dos fatos, entender que quem decide é o povo.

  • Maior says:

    Caro doutor, estou de pleno acordo com a sua publicação. Ficam esses líderes políticos de nossa terra atiçando seus eleitores a ridicularizar um governo que se iniciará pela eleição da maioria da população. Os nossos políticos precisam ter mais amor ao povo carente desse município, pois, é quem mais sofre com este estado de coisas. O povo fala que foi um famoso político da cidade que ajudou a implantar essa terrível instabilidade. Penso que ele só pensou em si e não na coisa horrenda que ele faria.

  • Marcelo says:

    Na verdade é o que acontece em muitas cidades pequenas, essa guerra pelo poder. Ou seria pela grana do poder ? Já que muitos acreditam que toda a arrecadaçao de uma cidade é de total poder do prefeito e fazem dela o que bem entendem, desde a sustentação de parentes em cargos públicos até as festas realizadas em suas fazendas compradas com o dinheiro do povo. É por isos que eu canto: “Até quando a gente vai levando porrada, porrada ?”

  • Parabéns Dr.Paulo por suas palavras, é de pessoas assim que Ubatã precisa, que verdadeiramente ame a nossa Cidade, e não ao poder. Porque foi quatro anos de sofrimento e não de respeito. Isso não é justo que venha acontecer novamente UBATÃ NÃO MERECE SOFRER TANTO ASSIM.

  • Antonio César says:

    Interessante como as pessoas se deixam levar por promessas e interesses pessoais, forçando e fazendo com que as suas tomadas de decisões, que parecem esclarecedoras e sérias, tem por trás de se, o interesse escuso de se beneficiar. Até o momento não ví grupo político algum, falar que vai lutar para tomar o pleito que se inicia da vencedora das últimas eleições. O que o Dr. Paulo comenta acima, não passa de uma grande besteria. O que ele está fazendo é simplesmente alertando e incentivando outros grupos políticos a fazerem o que ele quer. Não é assim Doutor que se procede, o sr. é um homem que conhece a lei, portanto trabalhe dentro dela, não faça que pessoas incautas queiram fazer o que diz o sr. nas suas insinuações.
    Antonio césar – bairro marinalva

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