Dois ex-funcionários receberão R$ 100 mil cada um |Foto: Divulgação

Dois ex-funcionários receberão R$ 100 mil cada um |Foto: Divulgação

Do Bahia Notícias

A 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou provimento nesta sexta-feira (15) a agravo de instrumento da Adinor Indústria e Comércio de Aditivos, instalada em Feira de Santana, que pretendia ser absolvida de indenizar dois empregados por dano moral depois da descoberta de uma câmera instalada em um banheiro e diretamente conectada à sala de um de seus sócios. A Adinor é administrada pelos irmãos Paulo Cézar Pimenta Gama e Zito Pimenta Correia. Segundo decisão da Corte, embora a empresa alegasse ter sido extorquida pelos trabalhadores, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 5ª Região condenou-a a pagar R$ 100 mil a cada um dos funcionários e reconheceu a rescisão indireta do contrato de trabalho. A reclamação trabalhista foi ajuizada na Vara do Trabalho de Feira de Santana por um técnico de informática e uma assistente contábil. Segundo o técnico, em agosto de 2007 ele informou à gerente administrativa da companhia a suspeita de que havia uma câmera acoplada a um pequeno furo no teto do banheiro unissex da unidade, utilizado por cerca de 20 funcionários da área administrativa. Depois de confirmar a existência do equipamento, eles foram, no fim do expediente, ao forro do banheiro e constataram que a câmara estava conectada a uma televisão e um gravador de DVD instalados na sala de um dos sócios. No dia seguinte, o fato foi comunicado ao outro sócio, irmão do primeiro, que, em uma reunião com todos os funcionários que utilizavam o banheiro, anunciou que todo o material encontrado seria queimado, “para preservação da intimidade das pessoas filmadas”. Não cabe mais recurso a decisão.