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UN entrevista Marcos Aurélio

Prefeito de Ibirataia fala em respeito ao erário (Foto: Ubatã Notícias)

Prefeito de Ibirataia fala em respeito ao erário (Foto: Ubatã Notícias)

O Ubatã Notícias entrevistou, na última semana, o prefeito de Ibirataia, Marcos Aurélio (PP). Na entrevista, o gestor, oriundo da iniciativa privada, faz uma análise dos primeiros meses de governo, queda de receitas municipais, relação de seu governo com a Câmara Municipal e muito mais. Confira.

UN – Após pouco mais de 07 meses de governo, qual análise o senhor faz de sua gestão?

MA – Olhe, analisando esses oito meses de gestão, podemos afirmar que avançamos muito seja no aspecto administrativo seja no aspecto humano. Estamos apresentando ao povo um novo modelo administrativo, fazendo uma gestão participativa e descentralizada. É um novo governo que tem um novo formato, legitimado pelo povo que quis sem dúvida uma administração moderna. Nesses primeiros meses do Governo estamos buscando ouvir os diversos segmentos da comunidade para estabelecer as diretrizes da gestão. É um verdadeiro esforço para democratizar o poder público, fazendo o povo ter voz e vez.

UN – Os municípios brasileiros têm sofrido com a queda de receitas. Qual é a realidade financeira da Prefeitura de Ibirataia hoje?

MA – Nós Encontramos a Prefeitura com muitos problemas administrativos. A realidade financeira do município hoje é delicada. Estamos pagando dívidas passadas, dívidas da administração anterior. Eestamos fazendo um ajuste fiscal na máquina pública para equilibrar as finanças. Nós temos uma baixa arrecadação e esses poucos recursos eram muito mal gastos, havia desperdício, descontrole dos recursos públicos, e esse descontrole deixou o município bastante endividado. Estamos fiscalizando para ampliar as receitas e poupando em todas as áreas para assim termos dinheiro para manutenção das vias públicas, limpeza e pagamento rígido dos servidores entre outras ações.

UN – Uma questão que vem tirando o sono dos prefeitos é o limite com gastos de pessoal: Ibirataia está acima do índice de 51% determinado pelo TCM?

MA – Quanto ao gasto com o pessoal, fizemos um recadastramento dos funcionários públicos em Janeiro, pois não encontramos nenhum dado dos servidores quando assumimos a Prefeitura. Logo após o recadastramento detectamos que a Prefeitura de Ibirataia gasta mais de 70% com pessoal. e a Lei de Responsabilidade fiscal determina que esses gastos não ultrapassem os 54%. Então, temos um grave problema administrativo que está sufocando as finanças municipais. Adotamos nesse quadrimestre ações determinadas pela LRF (Lei de Responsabilidade fiscal) para buscar o equilíbrio das contas, bem como novas fontes de recursos.

UN – Exceto Ipiaú e Itagibá, os demais municípios quem compõem Vale Médio do Rio de Contas estão impedidos de firmar convênio com a União. Como está o andamento para retirar o município do Cauc e deixá-lo adimplente?

MA – Primeiro é importante esclarecer o que é o CAUC possui caráter meramente informativo. Ele na verdade mostra se o município está adimplente com todas as obrigações financeiras, contábeis e fiscais, geridos pelo Governo Federal ou não. Aqui em Ibirataia pela malversação dos recursos federais estamos com algumas pendências que estamos trabalhando dia e noite para regularizar, inclusive pela ausência de quitação e prestação das contas estamos impedidos de receber emendas parlamentares e alguns projetos importantes da União. Nossa meta é até o final do ano estar com todas as certidões regularizadas.

UN – As novas divisões territoriais propostas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) tem causado um mal estar entre os municípios de Ubatã, Ibirataia, Barra do Rocha e Ibirapitanga: Qual é o seu pensamento em relação a isso?

Marcos Aurélio fala sobre demarcações das novas áreas (Foto: Ubatã Notícias)

Marcos Aurélio fala sobre demarcações das novas áreas (Foto: Ubatã Notícias)

MA – Ibirataia tem quase 300 km² de extensão territorial. Vale dizer que boa parte da população mora na zona rural. Agora nós, historicamente, cuidamos de algumas regiões que pela incapacidade financeira e por muitas vezes falta de gestão ficaram abandonadas por seus municípios de origem e muitas pessoas que moram nessas regiões que estão perto de nossa sede administrativa e construíram um vinculo econômico e social com nossa cidade, e em consequência disso nosso município oferta a essas pessoas serviços de saúde, educação e infraestrutura principalmente quando do patrolamento e encascalhamento dessas vias. É um custo muito alto para nossa cidade. Institucionalmente estamos buscando o diálogo com os prefeitos da região para entramos num consenso sobre essas novas demarcações.

UN – Durante a campanha a sua imagem de empresário bem sucedido foi sabiamente explorada. Em termos práticos, há como implementar na administração pública os princípios da iniciativa privada?

MA – Olhe, com muito esforço disciplina e trabalho conseguimos ter êxito na iniciativa privada, e isso só é possível com uma rotina bastante rígida de trabalho. Em termos práticos tenho procurado trazer essa disciplina para a gestão municipal. Temos procurado acompanhar de perto todas as ações e tenho cobrado periodicamente resultado das secretarias. Estabelecemos a todos os secretários metas e essas metas tem de ser alcançadas, pois visamos a excelência dos serviços públicos.

UN – No início de seu governo até alguns aliados chegaram a afirmar que a sua gestão estava distante da comunidade. Já conseguiu equacionar esta questão?

MA – Discordamos desse ponto de vista no tocante ao distanciamento da comunidade. O que houve é que encontramos o município em pleno estado de sucateamento, a máquina pública estava ingovernável, todos os serviços estavam comprometidos e nesse primeiro momento estamos tendo muito trabalho burocrático, que é necessário para buscar recuperar o crédito do nosso município e recuperar a capacidade de investimentos. Não há milagre no município que possui poucos recursos. Ou corta os excessos ou não vamos conseguir quitar todas as obrigações, mas estamos conscientes que temos o apoio do povo que nos elegeu para organizar a cidade e não para fazer politicagem com os recursos da municipalidade.

UN – O político convive com uma situação bastante delicada, que é a dúvida entre fazer o que é certo, responsável, e fazer o que o faz avançar eleitoralmente e politicamente. É difícil tomar decisões neste contexto?

MA – Eu não tenho essa dificuldade, pois quando entramos na campanha fomos à casa do povo mostrar uma proposta diferente, mostrando que é possível estar na política de forma decente e honesta. Iremos governar com a Lei e sei que o povo espera do gestor municipal uma conduta ética e eficiente na gestão do dinheiro público. Não tenho compromisso com a malversação do dinheiro do povo. Iremos fazer o que é correto e justo para o bem do povo.

UN – O senhor afirmou em algumas oportunidades que não pensaria duas vezes em trocar secretários de governo que não desse resposta positiva aos anseios da comunidade. Pensa em fazer uma minirreforma no secretariado no final do ano?

MA – Sim. Falei e reafirmo o que disse no início da entrevista: todos os secretários e as suas secretarias têm metas e essas metas têm de ser alcançadas, pois o povo tem pressa. O povo espera uma educação de qualidade, uma saúde que funcione, estradas na zona rural bem cuidadas e espera eficiência de todos os serviços públicos, e quem na gestão não corresponde. Não hesitaremos em tomar medidas para que o povo  seja atendido da melhor forma possível. Agora quero reafirmar o confiança na equipe que escolhemos para governar e nos ajudar nesse processo de transformação da nossa cidade.

UN – Como tem sido a relação institucional com a Câmara Municipal?

MA – A melhor possível. Temos uma Câmara parceira, que tem nos ajudado na administração. Agora é uma câmara independente e muito séria. Composta por homens com ideias diferentes, mas que convergem no objetivo de construir uma cidade melhor e mais justa.

UN – O senhor foi o candidato oposicionista e venceu as eleições com quase 4 mil votos. É mais fácil ser governo ou ser oposição?

MA – Olhe, na democracia temos a possibilidade de estar na oposição ou de sermos governo. O povo é quem decide de forma livre onde quer que os políticos estejam. Tive o privilegio de ser oposição em nossa comunidade e hoje tenho a grata missão de estar na condução do governo municipal. Entendo que a oposição tem um papel muito importante no fortalecimento da democracia. A oposição é bem vinda sempre que inteligente e responsável e que aponte os problemas da comunidade e ajude a buscar as soluções para que esses problemas sejam solucionados no governo. Tenho a possibilidade de tirar do papel as ações que o povo espera para terem uma melhor qualidade de vida e essas ações para melhorar a vida do povo me gratificam como ser humano que tem o dever de retribuir todo o bem que essa me fez.

UN – As eleições de 2014 se aproximam. Quem serão os candidatos a deputado estadual e deputado federal do prefeito Marcos Aurélio?

MA – Ibirataia sempre soube retribuir e recompensar todos as pessoas, todos os lideres políticos que ajudaram na nossa comunidade. Todos sabem que votamos nas ultimas eleições nos Deputados Mário Negromonte e Mario Jr e faço questão de reafirmar o carinho e admiração por eles. Agora o povo de Ibirataia espera trabalho e estamos buscando ações, obras e emendas para o povo, que saberá retribuir aos que ajudam nossa cidade.

UN – Qual tem sido a marca da gestão Marcos Aurélio?

MA – Antes de falar da marca de nosso governo, quero reafirmar que tivemos que no inicio do mandato dar um choque de gestão na administração pública. Há uma verdadeira mudança de paradigma. Basta lembrar que nossa cidade dia após dia estava nas páginas policiais, envolvida em diversos escândalos de corrupção e isso foi mudado. Então, acho que a nossa Marca é e deve ser sempre a da austeridade, do compromisso e do respeito ao dinheiro público e o respeito às pessoas.

UN – Vai para reeleição ou ainda é cedo para qualquer posicionamento a este respeito?

MA – No primeiro ano de governo não há que se pensar em eleição. Tenho muito a fazer, muito a trabalhar para esse povo humilde de Ibirataia. Não estamos focados em fazer política. Estamos preocupados em reerguer o nome de nossa comunidade.

UN – Qual a Ibirataia o senhor espera deixar ao final dos seus quatro anos de mandato?

MA – Ao final dos 4 anos, gostaria de olhar pra trás e ver realizado todos os sonhos que sonhamos juntos no processo de transformação do nosso município, e garanto que ficarei bastante satisfeito em ter o nome de nossa cidade novamente limpo. Ibirataia como bom exemplo na oferta dos serviços público. Então espero uma Ibirataia melhor de se viver, uma cidade com mais justiça social, uma cidade de paz, uma cidade em que as pessoas se respeitem e vivam livremente.

UN – Como quer ser lembrando?

MA – Como um homem obstinado pelo trabalho como um homem que retribuiu todo carinho e amor que uma cidade acolhedora lhe ofertou em toda sua vida, dedicando respeitou e trabalho a sua gente.

UN – Considerações Finais.

MA – Agradeço a oportunidade de falar para esse conceituado veiculo de comunicação e dizer que estamos abertos a quaisquer explicações.

1 resposta para “UN entrevista Marcos Aurélio”

  • Maurino Paixão de Jesus says:

    Parabéns ao prefeito Marcos Aurélio, sucesso no seu governo, que DEUS abençoe o senhor e abençoe também a minha linda Ibirataia, conheço o senhor pessoalmente, e tenho a certeza que Ibirataia será muito abençoada em todos os sentidos,por ter um prefeito com espírito guerreiro e trabalhador, gostei da sua entrevista no site Ubatã Notícias. Deus abençoe o senhor hoje e sempre! Abraços ao povo Ibirataiense.

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