Capela Vão de Almas, uma das comunidades do território Kalunga.— Foto: Fábio Tito/G1

No quintal de sua casa de barro e telhado de palha, Neuza da Cunha, de 57 anos, mostra pés de tingui, mangaba, baru, pequi, cagaita, sambaíba e sucupira. “São nascidos por eles mesmos.” É assim que ela ensina que os produtos não precisam de plantio e são naturais dali, do Cerrado. Deles, Neuza extrai o óleo, tira a polpa e faz suco. Do mesmo jeito como fazia sua mãe e a mãe da sua mãe. Ela mora no Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga, o maior território quilombola do Brasil, no nordeste de Goiás. Nesta série de reportagens do Desafio Natureza, o G1 mostra como povos tradicionais ajudam a conservar o meio ambiente ao explorarem de maneira sustentável o seu entorno. Com os kalunga não é diferente. Após séculos de ocupação de um vale cercado por serras muito altas e com cachoeiras cristalinas, a paisagem local segue preservada. Isabel é coordenadora do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), entidade voltada a fortalecer iniciativas que geram renda a partir da biodiversidade e que atua na região. Continue lendo