Gongogi tem 20 contas consecutivas reprovadas pelo TCM (Foto: Ubatã Notícias)

Era o distante ano de 1997 – exatamente há 22 anos – quando o município de Gongogi, governado pelo então prefeito Roque Rocha Monteiro, aprovava uma conta pela última vez no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). De 1997 até aqui o município teve incrivelmente 20 contas consecutivas rejeitadas pelo TCM, um recorde no estado da Bahia. Neste período Gongogi foi administrada pelo mesmo Roque Monteiro, dois mandatos; por Milton Pereira Santos; por Altamirando Santos, o Sapão, dois mandatos; até chegar na gestão do atual prefeito Edvaldo dos Santos, o Kaçulo. O cenário administrativo de caos culminou na indisponibilidade dos bens e em condenações por parte da Justiça Federal contra os ex-prefeitos.  As irregularidades apontadas nas 20 contas consecutivas são as mais diversas e vão desde à fraude em licitação, abertura de crédito suplementar sem autorização da Câmara, fragmentação de despesa, repasses aquém do previsto em Lei para Educação e Saúde, gastos excessivo com pessoal, ausência de processos de pagamento e gastos sem comprovação. O cenário, por ora, continua negativo, isso porque o atual prefeito Kaçulo, que prometia uma gestão transparente e equilibrada, teve suas duas contas – 2017 e 2018 – rejeitadas pelo TCM. Complicado. (Ubatã Notícias)