Mais de 24 mil pessoas tentam sobreviver nas ruas da capital (Foto: Divulgação)

A população de rua na cidade de São Paulo saltou de 16 mil, em 2015, para 24.344 em 2019 – um aumento de 52% no período, segundo um censo realizado pela Prefeitura de São Paulo. O número é o maior desde que este levantamento é feito. Há 20 anos, 9 mil pessoas viviam na rua ou passavam parte do dia na rua. Nove anos depois, eram 14 mil – mesmo número em 2011. Em 2015, esta população subiu ainda mais, chegando a 16 mil. A Secretaria da Assistência Social realizou um censo para identificar a quantidade e o perfil dos moradores acolhidos e em situação de rua. O estudo, feito no final de 2019, apontou que 85% desta população é formada por homens, com idade média de 41 anos. Do total da população de rua, 11.693 estão acolhidos em centros de atendimento municipais e mais 12.651 vivem realmente nas ruas da capital. A região campeã de acolhimentos é a Mooca, no Centro de São Paulo, com 3.944 moradores de rua acolhidos, o equivalente a 33,73% da cidade. Somadas as pessoas em situação de rua, a Subprefeitura da Mooca responde por quase 20% da população de rua da cidade. Segundo a Prefeitura, “há um conjunto de fatores que levaram essas pessoas às ruas, entre elas a crise econômica, desemprego, renda, conflitos familiares, moradia, saúde, migração, saída do sistema penitenciário e uso abusivo de álcool e drogas”. O padre Júlio Lancelotti, que atua junto à população de rua, critica a forma como o censo foi feito. Segundo ele, o número real deve ser ainda maior já que os pesquisadores não levaram em conta que a dinâmica e a configuração atuais de como os moradores de rua se espalham pela cidade. (G1)