A defesa de Fabrício Queiroz, amigo de Jair Bolsonaro e ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, soube em agosto do ano passado de inquérito sigiloso da Polícia Federal no Rio de Janeiro que mencionava Queiroz, segundo o jornal Folha de S.Paulo. No mesmo mês, Bolsonaro decidiu demitir o chefe da superintendência da PF no Rio, passando por cima do comando do órgão, e tentou emplacar um nome de sua escolha, mas não conseguiu. O acesso da defesa de Queiroz ao processo não foi semelhante ao que narrou Paulo Marinho sobre o acesso privilegiado de informações a respeito de uma operação da Polícia Federal obtido por Flávio. Neste caso, o inquérito da PF apurava, a pedido do Ministério Público Federal, crimes de evasão de divisa praticados por um advogado no Rio Grande do Sul. No curso da investigação, o então advogado de Queiroz, Paulo Klein, solicitou acesso ao inquérito apontando menção ao seu cliente nos autos. A juíza Adriana Cruz negou o pedido, mas concedeu cópia do relatório que mencionava Queiroz, mesmo ele não sendo investigado nos autos. (Bahia Noticias)