Prédio da Maternidade

Segunda Parte

Por: Clemilson Ribeiro

No artigo anterior foi abordado o espírito de empreendedorismo, a coragem e o entusiasmo com que o povo de Ubatã vem desenvolvendo, e dinamizando e fortalecendo a economia desta Cidade. Agora analisa-se a outra vertente. O Poder Público, no Âmbito federal, estadual e municipal.

Nos últimos treze anos não foi construída nenhuma nova escola. A Unidade de Saúde (antiga maternidade) está fechada há mais de um ano; a Escola Antonio Carlos MAGALHAS, antiga “JAQUEIRA”, com quatro salas de aula foi totalmente destruída, há cerca de seis anos; O grupo Escolar Juracy Magalhães está fechado; Um Colégio com 09 salas de aula próximo a garagem, da Camurujipe que no final de 1992, foi deixado completamente coberto de telhas, em fase de acabamento, até hoje não foi concluído e está em ruína; o estádio Municipal não possui arquibancada; O matadouro, o complexo policial precisando de reforma urgente; O Terminal Rodoviário, fechado há mais de doze anos; Não existe, aliás, nuca existiu atenção as estradas da zona rural, região cuja população da zona rural nunca receberam atenção devida no quesito educação saúde e assistência social e transporte.

Cresce o índice de violência na cidade e o numero de jovem e adolescente buscando a droga como opção de laser se esbarram na pratica de pequenos furtos, sem que nada seja feito.

Antigo prédio da Escola Antônio Carlos Magalhães

Aproximadamente 40% das ruas de Ubatã não possuem calçamento nem saneamento básico. Vide Bairro relíquia, Julio Aderne, Rua da Várzea, Rua do Lagedo, São Raimundo, Alto do Glória e o restante do Popular etc.

O poder publico exclui a juventude, fechando os olhos para as suas necessidades, como se ela não existisse, isso porque não há estímulo ao esporte a cultura nem ao lazer. A cidade só possui uma quadra de esporte que fica no Colégio, construída no início da década de 90; em 1980 Itagibá já possuía cinco quadras esportivas. A cidade de Ubatã não possui um centro cultural. Os rios estão literalmente desaparecendo.

Nas suas ruas longas, as esquinas estão vazias por não ter versos nem poesias.

Escola nunca foi concluída – Mais de 20 anos

Enquanto isso o fazendeiro, o meeiro, o comerciante, o sacoleiro, o feirante, o açougueiro, o aposentado, a juventude, as Igrejas, os profissionais liberais, os desportistas, os trabalhadores os aposentados, e o povo em geral, por si só e por conta própria, vão levando a vida e aos trancos e barrancos, fazendo a sua parte fazendo a Cidade crescer, gerando emprego renda construindo uma cidade mais bonita.

E Poder Publico onde esteve? Onde está?

Quais os projetos dos governos federal e estadual que Ubatã recebeu nos últimos anos?

É preciso pensar e repensar. É preciso discutir e rediscutir. É preciso agir e reagir.

Nós somos os únicos culpados, pois de nada adianta fazer tanto se não exercer a cidadania, sobretudo, nos moldes da sociedade moderna, de maneira mansa pacífica, porem ativa, legítima corajosa e descomprometida.

Esta Cidade nos dá de tudo. É preciso amá-la mais do que tudo de que todos.

Frise-se, Por Poder Público, leia-se o Federal, o Estadual e o Municipal. A Cidade tem mais de doze anos sem representação forte na assembléia e no Congresso Nacional. Isso faz uma falta e tanto.

Mas ainda há tempo. Ser forte. Ser madeira rígida. Ser CANOATAN. Este é o lema de quem ama Ubatã.